segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

"O discurso do rei" é vencedor do Oscar e leva estatueta de melhor filme


             
              A cerimônia do Oscar, que aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos, neste domingo (27/02), prezou a boa distribuição de prêmios, sem um grande vencedor. Vencedores foram os já esperados. "O discurso do rei" foi considerado o melhor filme. A produção derrotou o também favorito "A rede social", que ficou apenas com os prêmios de roteiro adaptado e trilha sonora. O filme de Tom Hooper, aliás, ao lado de "A origem", foram os que levaram mais estatuetas: cada um com quatro prêmios. Já "Bravura indômita", que concorria a dez categorias, saiu sem nenhuma vitória.
              Os prêmios de melhores atores foram para Colin Firth por "O discurso do rei" e Natalie Portman por "Cisne negro" e os de melhores coadjuvantes para Melissa Leo e Christian Bale, ambos indicados por "O vencedor".
              A festa começou com um vídeo estrelado pelos anfitriões Anne Hathaway e James Franco brincando com os filmes indicados. Eles são os apresentadores mais jovens da história da premiação. Brincando com "Minhas mães e meu pai" e "Cisne Negro", que tem cenas de homossexualismo, Anne Hathaway soltou: "Esse é um grande ano para as lésbicas!" Passadas as brincadeiras iniciais, Tom Hanks subiu ao palco para entregar os primeiros prêmios. Melhor direção de arte foi para "Alice no país das maravilhas" e fotografia foi para "A Origem". A cerimônia começou amarga para "A rede social" e "O discurso do rei", os favoritos.
              Em seguida, o bem humorado Kirk Douglas anunciou a vencedora do prêmio de melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo, por "O vencedor", como todos já esperavam. Então, Justin Timberlake e Mila Kunis aparecerem para anunciarem os vencedores de melhor animação em curta metragem, que foi para "The Lost Thing" e melhor longa animado para "Toy Story 3". Nenhuma surpresa. A Academia seguiu a mesma linha nos prêmios de melhor roteiro, apresentados por Javier Bardem e Josh Brolin. O adaptado foi para "A rede social" e o original para "O discurso do rei", que já tinham sido premiados pelo Sindicato dos Roteiristas americanos.
              Dando uma pausa na seqüência de prêmios, Anne Hathaway cantou "On my own", sem Hugh Jackman (quando ele foi o apresentador, os dois fizeram um número musical e era esperado o mesmo para este ano). Subiram ao palco, então, Russel Brand e Helen Mirrem. Os dois anunciaram o dinamarquês "Em um mundo melhor" como o melhor filme de língua estrangeira. Em seguida, Reese Whiterspoon subiu ao palco e anunciou o nome de Christian Bale como o melhor ator coadjuvante, por "O vencedor". Não surpreendeu ninguém.

Prêmios técnicos

              Na seqüência, vieram os prêmios técnicos. Hugh Jackman subiu ao palco com Nicole Kidman e os dois anunciaram a melhor trilha sonora, que foi para "A rede social", o segundo prêmio do filme na noite. Melhor edição de som e mixagem de som foram para "A origem". Os troféus foram entregues por Matthew McConaughey e Scarlett Johansson, que apareceu. A presença dela era uma incógnita, já que o seu pai está internado. Saindo de cena o casal, entrou Cate Blanchett para anunciar os vencedores de melhor maquiagem, que foi para "O Lobisomem" e figurino, que ficou para "Alice no país das maravilhas".
              Dadas as estatuetas, começaram as apresentações das músicas indicadas a melhor canção original: "We belong together", de "Toy Story 3" e "I see the light", de "Enrolados". Em seguida, Jake Gyllenhaal e Amy Adams entregaram a estatueta de melhor documentário de curta-metragem para "Strangers no more" e melhor curta-metragem para "God of love". Antes de anunciarem os indicados de melhor documentário, Anne Hathaway e James Franco brincaram e chamaram um vídeo que colocava os diálogos dos filmes como se fossem parte de um musical. O vídeo cômico soou como uma crítica à ausência de musicais no ano passado. "Eu estava dormindo? Houve algum?", disse Anne.
              Oprah Winfrey foi quem anunciou o prêmio de melhor documentário. "Lixo extraordinário", sobre o trabalho do brasileiro Vik Muniz no lixão de Gramacho, concorria, mas perdeu para "Inside job", que era mesmo o favorito. Mal deu tempo para os brasileiros lamentarem e Anne Hathaway anunciou uma surpresa: o humorista Billy Cristal, que já apresentou o Oscar várias vezes. Super aplaudido, ele entrou no palco para chamar um vídeo sobre a história da cerimônia. Pouco comovente, a festa voltou a ter ritmo com os atores de "Sherlock Holmes", Robert Downey Jr. e Jude Law. Eles deram o prêmio de edição para "A rede social" e melhores efeitos visuais para o filme "A Origem". Mais um prêmio técnico para o longa de Christopher Nolan.

Últimos da noite

              Mais cantoria. Jennifer Hudson apresentou as duas músicas restantes: "If I rise", de "127 horas", e "Coming home", de "Country song". Esta última cantada por Gwyneth Paltrow, aparentemente nervosa, mas educadamente aplaudida pela platéia. Aproveitando o gancho, o prêmio de melhor canção original foi entregue para "We belong together", de "Toy Story 3". Em seguida, um dos momentos mais aguardados da noite: Celine Dion entrou no palco para cantar "Smile", enquanto aparecia no telão o clássico vídeo com os grandes nomes do cinema mortos no ano anterior. Houve então uma homenagem especial à Lena Horne, anunciada por Halle Berry.
              Foi Hilary Swank e Kathryn Bigelow quem apresentaram o prêmio de melhor diretor. Tom Hooper, por "O discurso do rei", foi o vitorioso. Na seqüência, Annete Bening apresentou outro vídeo-homenagem, dessa vez aos vencedores do Oscar honorário. Ela saiu do palco, porque agora era a hora do prêmio de melhor atriz, que ela também concorria. Jeff Bridges entregou a estatueta à Natalie Portman, por "Cisne Negro". Na ordem lógica das coisas, Sandra Bullock entregou o prêmio de melhor ator ao Colin Firth, por "O discurso do rei".
              Para o prêmio mais importante da noite, o de melhor filme, subiu ao palco ninguém menos do que Steven Spielberg. Concorriam dez filmes, mas o vencedor foi "O discurso do rei". A festa terminou como começou: sem nenhuma surpresa.

Os atores premiados da noite: Christian Bale, Natalie Portman, Melissa Leo e Colin Firth.

Com adaptações a partir do texto disponível em:

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os vencedores do Oscar 2011


Olá amigos!

Como já está bem tarde e eu preciso dormir, vou postar aqui somente o resultado da premiação da 83ª Edição do Oscar. Amanhã, com mais calma, postarei um texto com meus comentários sobre o resultado.

MELHOR FILME: O Discurso do Rei

MELHOR ATOR: Colin Firth, O Discurso do Rei

MELHOR ATRIZ: Natalie Portman, Cisne Negro

MELHOR DIRETOR: Tom Hooper, O Discurso do Rei

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Alice no País das Maravilhas

MELHOR ANIMAÇÃO: Toy Story 3

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO: The Lost Thing

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Christian Bale, O Vencedor

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Melissa Leo, O Vencedor

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: O Discurso do Rei

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: A Rede Social

MELHOR  FOTOGRAFIA: A Origem

MELHOR TRILHA SONORA: A Rede Social

MELHOR MIXAGEM DE SOM: A Origem

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: A Origem

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: “In a Better World” (Dinamarca)

MELHOR MAQUIAGEM: O Lobisomem

MELHOR FIGURINO: Alice no País das Maravilhas

MELHOR DOCUMENTÁRIO (CURTA): Strangers No More

MELHOR CURTA: God of Love

MELHOR DOCUMENTÁRIO: Trabalho Interno

MELHORES EFEITOS VISUAIS: A Origem

MELHOR MONTAGEM: A Rede Social

MELHOR CANÇÃO: “We Belong Together”, Toy Story 3



Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio em Wall Street

             
              Hmm, isso sim dá gosto de esperar. Assim que terminar Hugo Cabret, seu primeiro longa infantil (e em 3-D), o diretor (e gênio) Martin Scorsese se reunirá com Leonardo DiCaprio para planejar a adaptação do livro The Wolf of Wall Street, de Jordan Belfort. Mas a agenda deve ser definida em maio, quando será feito o anúncio oficial da produção durante o Festival de Cannes.
              O projeto está na cabeça de Marty e Leo desde 2007, mas o filme ficou preso no meio de uma briga entre a Warner e a Paramount. Envolvido com Ilha do Medo e, mais tarde, Hugo Cabret, Marty achou que não teria tempo para rodar The Wolf of Wall Street. No ano passado, Ridley Scott – com quem Leo trabalhou em Rede de Mentiras – cogitou assumir a direção. Mas Scott foi seduzido pela Fox para comandar a prequel de Alien – O Oitavo Passageiro (1979), projeto que ganhou vida própria e virou um filme inédito: Prometheus. E o que aconteceu? The Wolf of Wall Street voltou para as mãos de Marty. O roteiro leva a assinatura do talentoso Terrence Winter, da série Boardwalk Empire.
              A má notícia é que Marty está envolvido com inúmeros projetos interessantes, que devem ficar para depois. Entre eles, Silence (seu filme sobre jesuítas que não sai do papel), The Irishman (filme de máfia com Robert De Niro e Al Pacino) e a cinebiografia de Frank Sinatra.
              The Wolf of Wall Street é a história real de Jordan Belfort, corretor de fundos que ficou preso durante 20 meses por envolvimento em fraudes na bolsa de Nova York na década de 90.

Por Otavio Almeida de http://www.hollywoodiano.com/

Minhas apostas ao Oscar 2011



Olá amigos!!!

              Eis que a tão aguardada noite do Oscar chegou! Pode até parecer bobagem ou coisa de gente que não tem o que fazer, mas para nós que somos cinéfilos de plantão a premiação do Oscar é algo singular. A propósito, um fã da indústria do cinema pode passar horas a fio falando sobre festivais de cinema, de técnica. Na verdade, de tudo relacionado ao mundo maravilhoso da sétima arte.
              
              Quero registrar aqui as minhas apostas para as principais categorias ao Oscar 2011 e amanhã apareço aqui novamente para discutir o resultado.


Melhor Filme: A Rede Social






















Melhor Diretor: David Ficher por A Rede Social














Melhor Ator: James Franco por 127 Horas


















Melhor Atriz: Annette Benning por Minhas Mães e Meu Pai (a experiente atriz merece o reconhecimento pelo papel que fez de uma lésbica que não é piegas)
















Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale por O Vencedor













Melhor Atriz Coadjuvante: Jacki Weaver por Reino Animal (a performance dessa atriz praticamente desconhecida como a matriarca de uma família de bandidos irrita qualquer um).














Melhor Roteiro Original: Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg por Minhas Mães e Meu Pai (o roteiro é o mais leve e agradável do Oscar 2011)






















Melhor Roteiro Adaptado: Danny Boyle e Simon Beaufoy por "127 Horas" ou Aaron Sorkin por "A Rede Social"




Melhor Figurino: Alice no País das Maravilhas






















Melhor Fotografia: A Rede Social
















Melhor Montagem: 127 Horas

















Melhor Trilha Sonora: 127 Horas ou A Rede Social



















Melhor Canção Original: "If I Rise", música de A. R. Rahman e letras de Dido e Rollo Armstrong em "127 Horas"


















Melhor Mixagem de Som: A Origem















Melhor Edição de Som: A Origem
















Melhores Efeitos Visuais: A Origem
















Melhor Documentáriio: Lixo Extraordinário






















Melhor Filme de Animação: Toy Story 3





    

127 Horas: Um filme que pode surpreender a todos na premiação do oscar 2011

James Franco como o montanhista Aron Ralston, que precisou se mutilar para sobreviver, no filme 127 Horas

Prezados leitores,

              Não quero ser chato e contrariar a crítica e as expectativas de críticos especializados em cinema. Entretanto, como muitos dos meus amigos do facebook já sabem, há alguns dias assisti "127 Horas" e me rendi ao magnetismo do filme. Quem viu  a nova produção de Danny Boyle há de convir comigo que o filme proporciona ao expectador uma sessão repleta de adrenalina. Definitivamente, não há como resistir. O diretor acertou em cheio ao trabalhar com a mesma equipe responsável pelo adorável "Quem quer ser um milionário?". O filme excita o expectador com a excelente performance de James Franco (que pode desbancar o favorito Colin Firth de "O Discurso do Rei"), a trilha sonora alegre e melancólica de A. R. Rahman, a fotografia com cores vivas e o roteiro com sequência que deixam o expectador em estado de completa hipnose. A seguir há um texto da crítica Suzana Uchôa Itiberê da revista "Preview" que posto aqui na íntegra.
              "O filme conta a história real do americano Aron Ralston que tinha 28 anos em 2003, quando sofreu um acidente durante uma escalada em um cânion de Utah. Na queda em uma fenda íngreme, seu braço ficou preso em uma rocha e, por cinco dias, Aron ficou ali, com um cantil de água, uma câmera de vídeo e o arrependimento de não ter avisado ninguém onde estava. A automutilação que o tira dali não é surpresa e o final conhecido não diminui o impacto da jornada desse jovem que, literalmente, encontrou uma pedra pelo caminho. O mérito de transformar essas 127 horas angustiantes em um drama humano eletrizante e repleto de emoção vai para uma parceria que merece se repetir: James Franco e Danny Boyle. O diretor do mencionado "Quem quer ser um milionário?" usa a montagem recortada e atenua a sensação de claustrofobia do protagonista com flashes de sua vida, de fantasias e alucinações que o acometem. Na câmera, Aron registra a luta pela sobrevivência e mensagens para os entes amados que teme nunca mais ver. James Franco está sensacional. Alterna momentos de euforia, bom humor, desespero, resignação e esperança. E o faz com tamanha autenticidade que, ao final, quando aparece o verdadeiro Aron, a semelhança entre eles já não é apenas física.  É como se, ao reviver a experiência do outro, Franco tenha compreendido como ninguém o que se passou naqueles dias fatídicos."
              Por tudo isso que está exposto aqui é que tenho quase certeza que o filme pode surpreender na festa do Oscar 2011 que acontece hoje em Los Angeles. Penso que ele pode levar os prêmios de diretor, ator, trilha sonora, montagem, roteiro adaptado e quem sabe o de melhor filme. Caso estivesse concorrendo a melhor fotografia, o filme certamente sairia vencedor. Vamos aguardar até mais tarde para sabermos as decisões dos votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

              Caso queiram saber mais sobre a tão comentada "cena do braço" e o que ela tem provocado nos expectadores, por favor, leiam uma matéria em http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/diversao/2011/01/12/266998-james-franco-garante-nao-ter-problemas-em-ver-a-cena-do-braco-em-127-horas

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Cerimônia do Oscar 2011: Saiba como a festa foi organizada


A 83ª Cerimônia de entrega do Oscar que acontecerá no próximo domingo (27/02) no Kodak Theatre, em Los Angeles, terá como os principais apresentadores, o ator James Franco e a atriz Anne Hathaway.  Todos estão falando da ótima química que envolve os atores, além de bonitos e charmosos. Com o intuito de fazer com que os leitores deste blog fiquem mais interados sobre a biografia dos atores, esta matéria apresenta muito mais do que informações sobre a organização do Oscar 2011.

James Edward Franco nasceu em Palo Alto, Califórnia, em 19 de Abril de 1978. É um premiado ator de cinema estadunidense, conhecido por interpretar Harry Osborn na triologia “Homem Aranha”. Nomeado ao Oscar 2011 na categoria de melhor ator por sua atuação em “127 Horas”, o jovem rapaz de trinta e dois anos vem investindo também na carreira de diretor, produtor e escritor, além de manter uma carreira universitária. Segundo o site http://www.huffingtonpost.com, ele poderá se tornar um dos atores mais graduados de Hollywood depois de ter se matriculado ano passado no programa de Ph.D do curso de Inglês da Universidade de Yale. É importante registrar aqui que o astro já possui o MFA pela Universidade de Columbia. Além disso, ele também completou se curso de graduação na UCLA e estudou cinema na NYU. O cara é de verdade, de certo modo, um “nerd” no mundo da sétima arte.


Anne Jacqueline Hathaway nasceu em Nova Iorque em 12 de novembro de 1982. É uma atriz de cinema e teatro norte-americana que estudou no Paper Mill Playhouse de Nova Jersey e no programa inaugural pré-curricular de verão do Collaborative Arts Project, que é afiliado à New Yor University. Em 2006 a maturidade como atriz veio com o filme “O Segredo de Brokeback Mountain”, no qual fez um papel discreto, mas intenso e importante para a história, algo que lhe rendeu elogios da crítica por sua bela atuação. Dois anos depois Anne estrelou “O Casamento de Rachel”, dirigido por Jonathan Demme. O filme foi universalmente aclamado pela crítica sendo nomeado por várias publicações como um dos melhores de 2008. Hathaway recebeu elogios pela sua atuação, sendo indicada ao Oscar, Globo de Ouro, SAG Awards e Critic's Choice Awards, ganhando o último prêmio, mas perdeu o Oscar para a atriz Kate Winslet.

De acordo com os produtores do Oscar Bruce Cohen e Don Mischer a revista americana The Hollywood Reporter divulgou que a trasmissão da cerimônia no próximo domingo terá um novo visual. Na verdade, os organizadores do evento procuram levantar a imagem da maior festa do cinema mundial fazendo algumas modificações. Antes de vocês começarem a ler sobre as mudanças ressalto que o texto a seguir foi retirado de http://james-franco.com/2011/02/8-ways-the-oscars-are-going-to-be-radically-different/#more-1492 e a tradução foi livremente feita por mim e é de minha inteira responsabilidade.


As mudanças são as seguintes:

·        Mães dos Indicados ao Oscar: Com o objetivo de verdadeiramente humanizar a Cerimônia do Oscar, os produtores elencaram nove mães e uma bisavó (a do ator James Franco) para acompanhar a transmissão em suas contas no Twitter. Embora chamadas de “Mominees” (um trocadilho a partir da palavra inglesa “nominees” – “indicados), não é bom esperar tweets imparciais.

·        Mestres de Cerimônia Dinâmicos: Hathaway, 28, e Franco, 32, são dois dos anfitriões mais jovens a enfrentar os Oscars. Sua juventude vai convidar os telespectadores a assistirem o programa. “Eles não são intocáveis, não são inatingíveis”, diz Cohen. “Esperamos que eles irão fazer o público se interessar”.

·        Dois Anfitriões, Dois Sexos: Nunca houve uma dupla composta por um homem e uma mulher que fisicamente compartilhou o mesmo palco do Oscar na história das transmissões das cerimônias. Portanto, isso sera algo inédito.

·        Palco de Realidade Virtual: Os produtores abandonaram a ideia de um palco único para darem entrada no mundo da realidade virtual por meio de uma série de “projeções” desenvolvidas para dar ao show um visual de mudança constante. O meio virtual servirá para que Franco e Hathaway ofereçam aos telespectadores uma viagem pela história de Hollywood com seis ou sete transições cênicas.

·        Um Coral Escolar Completo: O Coral P.S. 22 da escola elementar de Staten Island, N.Y., fará uma alegre apresentação musical no show. As crianças cantarão “Over the Rainbow.” De acordo com Cohen, “Neste ano você verá como seria ter 10 anos de idade e se apresentar na cerimônia do Oscar”.

·        Sem Montagens Fílmicas: Os diretores abandonaram esse elemento familiar — como a homenagem aos filmes de horror no ano passado. Isso fazia com que a cerimônia ficasse mais longa. Ainda haverá clipes dos 10 indicados a Melhor Filme e apresentações breves filmadas de determinados segmentos.

·        O Testemunho de Cinco Apresentadores: Isso também já era. A tradição relativamente nova, estabelecida há apenas dois anos, de se usar cinco apresentadores para oferecerem testemunhos sobre cada um dos indicados a melhor ator e atriz. “Não faremos isso neste ano,” confirma Cohen.

·        Retomada da Apresentação das Canções Indicadas: Os produtores decidiram reinstituir uma tradição que foi descartada no ano passado: performances individuais das quatro canções indicadas. Randy Newman apresentará sua “We Belong Together,” de “Toy Story 3”; Mandy Moore e Zachary Levi, que cantaram o dueto “I See the Light” na trilha Sonora de “Enrolados” (Tangled), formarão equipe com o compositor Alan Menken; e Gwyneth Paltrow, que canta “Coming Home” em “Country Strong, fará sua reprise.
Devido ao fato de que Dido, que foi indicada com Rollo Armstrong e A.R. Rahman por “If I Rise” de “127 Horas”, não estarem disponíveis, os produtores recrutaram Florence Welch de “Florence + the Machine” para aparecer ao lado de Rahman.


Veja abaixo o vídeo oficial com o convite dos apresentadores!






terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mark Wahlberg fez dieta de 4 anos para interpretar Micky Ward em "O Vencedor"

O ator Mark Wahlberg fez uma dieta de 4 anos para interpretar o pugilista Micky Ward em O Vencedor. Além da alimentação controlada passou por um treinamento rigoroso para dar vida ao ex-campeão mundial superleve da World Boxing Union – 2ª divisão.

Após rodar a película o astro que participou de filmes como Boogie Nights (1997) e um remake de Planeta dos Macacos (2001) confessou que tinha uma fome avassaladora e vontade de comer coisas que nunca passaram por sua cabeça como bolachas de chocolate.

Nos anos 1990, Wahlberg era cantor de hip-hop e em um de seus clipes se exibia sem camiseta. Dá pra comparar pelo trailer de O Vencedor e pelo clipe “Feel the Vibration” se o físico foi melhor no passado ou se está mais forte hoje.

 

 
Confiram o videoclip abaixo e faça suas comparações.



Caso queiram conferir mais sobre a vida do ator em 1991 quando ainda se chamava "Marky Mark", assistam o clipe abaixo.

"O Vencedor" mostra as várias faces do mundo do boxe

              Prezados visitantes e seguidores deste blog, embora não tenha visto o filme "O Vencedor - The Fighter (2010)" até hoje porque a única cópia que consegui baixar da internet não está com a qualidade muito boa, sinto-me na obrigação de postar aqui uma matéria que não é de minha autoria para que vocês saibam um pouco sobre esse filme um tanto controverso. Antes que vocês leiam o texto da Neusa Barbosa quero registrar que é uma pena o excelente Mark Wahlberg que também é um dos produtores do filme não ter sido indicado ao Oscar de Melhor Ator. Na verdade, isso já se tornou algo comum no Oscar que sempre esquece o nome de alguns. Assim, cabe a nós fãs de determinados artistas torcer para que no próximo ano os injustiçados deste ano sejam indicados. Comentários à parte, discutamos o filme "O Vencedor".

              No ringue, só um lutador pode vencer. Mas se não fossem dois os heróis de "O Vencedor", a curva dramática do filme não existiria. São dois irmãos, homens de trajetórias inversas, que ocupam o centro da trama - Micky Ward (Mark Wahlberg, de “Os Donos da Noite”), o caçula, está subindo no mundo do boxe, no rumo de tornar-se campeão; o mais velho, Dicky Eklund (Christian Bale, de "Batman Begins"), ao contrário, já desperdiçou sua chance, embora tenha no currículo um nocaute sobre ninguém menos do que a lenda Sugar Ray Leonard.

              Essa dualidade, que alimenta desde a tragédia grega até as histórias em quadrinhos, funciona com energia no drama dirigido por David O. Russell, com roteiro armado por Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson. Não é à toa que o filme vem acumulando prêmios - especialmente para Christian Bale e Melissa Leo, que parecem apostas certas no Oscar de coadjuvantes, depois de terem vencido os Globos de Ouro e os prêmios do Sindicato dos Atores. Além dessas duas, o filme concorre em outras cinco categorias: filme, diretor, montagem, roteiro original e atriz coadjuvante também para Amy Adams.

O ator norte-americano Mark Wahlberg, que interpreta um boxeador problemático, em cena do filme "O Vencedor"

               O que está fora do ringue é tão importante quanto o que acontece em cima dele. O clã familiar exerce uma pressão formidável sobre Micky Ward. Apesar de ser um lutador em ascensão, ele tem de carregar essa família toda nas costas - o irmão drogado que se tornou seu treinador, a mãe possessiva, Alice (Melissa Leo, de “Rio Congelado”), e um time de sete irmãs desocupadas e intrometidas. O pai dele, George (Jack McGee), faz o que pode, mas também costuma sucumbir a este quase irresistível poder.

Diante do declinante sex-appeal, a matrona Alice compensa com mão de ferro o poder sobre os compromissos de Micky e sua renda - nem sempre em benefício do filho. Apesar de sua inegável experiência, Dicky é um treinador um tanto relapso - desaparecendo para 'viajar' no crack. Sem vida própria, Micky encontra na desbocada Charlene (Amy Adams, de “Dúvida”), uma namorada e uma força nova para reagir ao resto do clã.

A performance sutil de Wahlberg, que produziu o filme e foi uma das principais razões de ele ter sido realizado, talvez não esteja sendo devidamente avaliada pelas premiações - que preferem atuações mais carregadas, embora excelentes, como são as de Bale e Leo. Mas são as dúvidas, hesitações e o tumulto interior desse protagonista que ditam o ritmo de todo o resto. Micky carrega a pulsação do filme em cada golpe dado ou recebido. Mas Dicky é quem sempre tem o poder de alterar essa energia.

O lutador Micky Ward (Mark Wahlberg, esq.) como irmão, Dick Eklund (Christian Bale)
Baseado em personagens e situações reais, "O Vencedor" insere seu nome numa longa galeria de bons filmes sobre o boxe, renovando sua gama de contradições dramáticas. Mesmo quem não gosta do esporte, pode sintonizar-se com as emoções à flor da pele de uma família irlandesa e exagerada, que lembra muitas outras que conhecemos tão bem.
(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

"A Rede Social": muito mais que um filme sobre o Facebook


É engraçado como as opiniões e gostos das pessoas podem ser divergentes em relação a uma obra de arte. Com o cinema a coisa não é diferente e pode render longas discussões a respeito da qualidade de um filme e se ele merecer ser assistido. Digo isto porque muitos de meus amigos apreciadores da sétima arte ao lançarem críticas não muito positivas quanto ao filme “A Rede Social” me induziram a adiar a assistência à nova produção do cineasta americano David Ficher. Numa época em que a safra de filmes atingiu excelentes níveis de qualidade, é realmente difícil classificá-los como melhor filme ou não.

              O certo é que nesta semana, após relutar por muito tempo, comprei o DVD “A Rede Social”, assisti-o e me surpreendi com sua qualidade. O filme me deixou extasiado pela sua capacidade hipnotizante que a meu ver é o resultado de um roteiro muito bem escrito e de uma direção primorosa. A atmosfera do filme é tão envolvente que o espectador dificilmente sentirá cansaço. Isso graças a uma trilha sonora e a uma fotografia que traduzem muito bem aquilo que os personagens do filme estão sentindo. Não tive como não me emocionar na cena em que o protagonista do filme leva um fora de sua namorada e sai correndo pela rua ao som de uma trilha sonora que beira o suspense e o terror.

              A propósito, o filme apresenta um nerd chamado Mark Zuckerberg que não tem habilidades sociais, mas querendo se tornar descolado. Um par de gêmeos mauricinhos com dinheiro e ideias, mas não espertos o bastante para executá-las. Um brasileiro estudando em Havard com mau gosto para roupas e movido pelo eterno impulso de satisfazer o pai. Bem-vindo a era das relações de mentirinha de "A rede social", em que as emoções e expressões estão apenas a um toque de distância.

              Dirigido por David Fincher ("O curioso caso de Benjamim Button" e "Clube da luta"), a partir de um roteiro de Aaron Sorkin ("Jogos de poder" e a série de TV "The West Wing"), baseado no livro "Bilionários por acaso", de Ben Mezrich, o filme tem como mote o nascimento do Facebook, mas seria reducionista demais dizer que trata apenas dos bastidores da criação de um site.

Retrato de uma geração

              "A rede social" aspira, e consegue em boa parte do tempo, ser o retrato de uma geração que nasceu com o boom da internet e, ao chegar à idade adulta, descobre que a interação humana não é necessária para haver interatividade.

              O filme começa com diálogos incessantes e pouco importa do que se depreende deles. O objetivo é entender que os jovens se interessam por informação -- em grande quantidade, pouco importa sua qualidade ou profundidade. O mesmo se aplica aos relacionamentos, sejam amorosos ou simples amizades.

              Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg, de "Zumbilândia") difama sua namorada Erica (Rooney Mara) na internet depois de levar um fora dela. Não bastasse isso, inventa um site onde garotas "competem" por votos para serem escolhidas as mais bonitas de Harvard.

              O que começa com uma brincadeira, se torna alvo de um processo milionário envolvendo a criação de um site de relacionamentos que mais tarde viria a ser -- e é até hoje --conhecido como Facebook. Ele enfrenta os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss (Armie Hammer) e o brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield), sempre com a mesma pose parte blasé, parte nerd.

Thriller

              Zuckerberg é uma figura paradoxal. Com pouco trato para laços sociais, se torna o criador do site de relacionamentos mais usado do mundo. Apesar de manter os nomes reais dos personagens, o filme de Fincher não se preocupa em ir, no que se refere à questão de biografia, além daquilo que já se conhece da repercussão da criação do site, dos processos e tudo o que os envolvem.

              O diretor cria "A rede social" com um thriller sobre disputas intelectuais e relacionamentos reduzidos a códigos de computação. Logo de início, é Eduardo que ganha a simpatia do público como um personagem frágil e sempre preocupado em não decepcionar seu pai. Mark, ao contrário, é sutilmente arrogante, com olhar soturno parece não deixar de analisar nenhum ângulo de qualquer situação -- o que parece transformá-lo numa figura fria e calculista.

              Só com a entrada de Sean Parker (Justin Timberlake), Mark vai se convencer da possibilidade de ganhar dinheiro com o site. Sean, um dos criadores do Napster, que revolucionou a forma como as pessoas distribuem música, ganha a confiança de Mark com seu modo divertido e bon vivant, e eles se tornam parceiros.

Olhar sagaz

              Fincher sempre foi um diretor de apuro técnico o que, muitas vezes, esfria seus filmes ou deixa as emoções enterradas bem lá no fundo. Aqui essas características são bem pertinentes. Os jovens criadores do Facebook são herdeiros -- ou porque não filhos? -- daqueles yuppies depressivos de "Clube da luta". Se distribuir socos era uma forma de interação social no filme de 1999, aqui, uma conexão com a internet pode trazer efeitos mais perigosos do que uma noite de troca mútua de sopapos.

              "A rede social" é um daqueles filmes que chegam a ser assustadores por serem capazes de captar com tanta sagacidade o momento em que vivemos. Daqui a alguns anos, quando outras obras se debruçarem novamente sobre esse período, provavelmente o retratarão com senso mais crítico -- mas sem o frescor e a confusão de levar para a tela a vida do lado de fora do cinema naquele momento.

Oscar 2011

              “A Rede Social” recebeu um total de oito indicações ao Oscar 2011, entre elas, a mais importante da noite de premiações - a de Melhor Filme do Ano. As outras nominações foram: Melhor Diretor; Melhor Ator para Jesse Eisenberg, que interpreta o CEO Zuckerberg; Melhor Roteiro Adaptado; Melhor Fotografia; Melhor Edição; Melhor Trilha Sonora Original; e Melhor Mixagem de Som.

               No último dia 16 de janeiro, o filme saiu como um dos grandes vencedores da premiação do Globo de Ouro, que aconteceu em Beverly Hills.  Das seis nomeações, o filme garantiu quatro: Melhor Filme de Drama, Melhor Trilha Sonora, Melhor Roteiro e Melhor Diretor.
              
               Acredito que o filme terminará levando os prêmios principais porque ele trata de um tema muito atual. Não somente por isso, mas o filme também é muito bem feito e mercê os prêmios. Logicamente que a escolha este ano não está nada fácil porque entre os concorrentes há trabalhos tão bons ou até melhores do que “A Rede Social”. Só nos resta aguardar a noite do próximo dia 27 de fevereiro para sabermos o resultado das premiações.

(Com adaptações a partir do texto de Alysson Oliveira, do Cineweb)

Assita o trailler do filme abaixo.






quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Indicado ao Oscar, "127 Horas" tem pré-estreia nesta quinta

              O longa "127 Horas", indicado ao Oscar de melhor filme, ator, roteiro adaptado e outras três categorias, tem pré-estreia na quinta-feira (17), em São Paulo.
              O filme será exibido no Cidade Jardim Cinemark, às 20h40.

James Franco em cena de "127 Horas", indicado a seis estatuetas do Oscar, que tem pré-estreia em SP
              Na produção dirigida por Danny Boyle, James Franco interpreta o papel de um alpinista, que luta pela sobrevivência depois de ter o braço aprisionado em uma fenda.
              O longa retrata a história real do alpinista Aron Ralston.

              Confira o trailler do filme!


Vencedor do Oscar Jeff Bridges revela segredo de bom ator

              O ator americano Jeff Bridges considera que o segredo de uma boa atuação é "falar e fazer pouco" e essa é a receita que aplicou a seu papel de protagonista em "Bravura Indômita", o "remake" dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Coen.
              "Faça pouco, fale pouco. E quando alguém te pergunta algo, responda", esta é a ordem que Bridges segue em sua atuação, segundo explica uma reportagem publicada no jornal alemão "Die Zeit".
              "Bravura Indômita", que será exibido na seção oficial, mas fora da competição, marcará o retorno tanto dos produtores como do ator ao Festival de Berlim, depois que em 1998 o trio apresentou "O Grande Lebowsky" na mostra.

Jeff Bridges em cena do filme "Bravura Indômita", dos irmãos Coen
              Com relação às diferenças entre ele e Wayne, que ganhou o Oscar em 1970 por sua interpretação do chefe de Polícia Rooster Cogburn, Bridges apontou: "John usava o olho esquerdo tapado, eu o direito. Não tenho ideia por que é assim. Simplesmente para mim funcionou melhor. Não tem nenhum significado político", afirmou.
              O ator também revelou que o que sustenta sua base interpretativa em "Bravura Indômita" não é o filme de Wayne, de 1969, mas o roteiro.
              "O livro de Charles Portis é a referência, não o filme de John Wayne. Não me coloco no lugar dele, seria loucura fazer assim", avalia.
              O filme dos Coen abrirá a 61ª edição do Festival de Berlim, na qual serão exibidos mais de 400 filmes, incluindo os 16 longas-metragens em competição pelo Urso de Ouro, que será entregue na noite de 19 de fevereiro, um dia antes do fechamento oficial do festival.

Disponível em: Folha.com de 03/02/2011

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

“Além da Vida”, novo filme de Clint Eastwood, deixou a desejar.

Depois de chegar de uma longa viagem no fim de semana resolvi conferir nos sites dos cinemas de Montes Claros os filmes em cartaz. Fiquei extasiado quando percebi que o tão esperado novo filme do excelente diretor americano Clint Eastwood tinha entrado em cartaz. "Além da Vida - (Hereafter - 2010)" tinha me deixado curioso após ter assistido o seu trailler há algumas semanas. Não pude segurar a vontade de ir logo conferir o filme que traz no elenco o fantástico ator Matt Damon que já havia trabalhado com o diretor em seu último filme “Invictus”.
Cheguei ao cinema praticamente na hora do início da sessão, mas ainda havia uma fila enorme a ser enfrentada. Ingresso na mão, adentrei o interior da sala e sentei-me. O filme, a propósito, já tinha começado e a primeira cena que vi foi uma mulher quase se afogando na turbulência das águas provocada por um tsunami. Logo comecei a compreender o filme.
De acordo com a sinopse disponível em http://www.adorocinema.com.br/ o filme conta a história de três pessoas que são tocadas pela morte de maneiras diferentes. George (Matt Damon) é um americano que desde pequeno consegue manter contato com a vida fora da matéria, mas considera o seu dom uma maldição e tenta levar uma vida normal. Marie (Cécile De France) é jornalista, francesa, e passou por uma experiência de quase morte durante um tsunami. Em Londres, o menino Marcus (Frankie McLaren/George McLaren) perde alguém muito ligado a ele e parte em busca desesperada por respostas. Enquanto cada um segue sua vida, o caminho deles irá se cruzar, podendo mudar para sempre as suas crenças.
Matt Damon revela seu segredo.
               Lendo o enredo, percebe-se que a proposta de argumento com certeza deveria render um excelente filme. Entretanto, deixou-se a desejar em muitos aspectos, uma vez que o filme tem a produção e a direção assinadas pelo premiadíssimo Clint Eastwood que já dirigiu o faroeste “Os Indomáveis” e o drama “Menina de Ouro” os quais lhe deram os Oscar de Melhor Filme e Direção. Lanço essa crítica ao filme baseando-me na minha assistência a ele. Quando se trata de filme, tenho bem claro algo que já li ou ouvi muitos críticos especializados dizerem: “Um bom filme deve cativar o espectador durante os dez primeiros minutos”. Se isso não acontece, certamente a catarse será alguns bocejos e uma consequente boa cochilada na poltrona e não os esperados risos ou choros provocados por um bom filme. Comigo a coisa acontece desta forma. No caso de “Além da Vida”, pouquíssimas vezes me senti muito emocionado e compelido a chorar como aconteceu na minha assistência de “Menina de Ouro” e “A Troca”. Experiências pessoais à parte, não posso deixar de escrever que Clint tratou do tema "morte" sem ser pretensioso e lançar questionamentos ligados à religião ao longo do filme.

George (Matt Damon) lê livro da jornalista Marie (Cécile De France).
               Acredito que o grande problema do filme esteja no roteiro que poderia ter sido escrito com cenas e sequências mais ritmadas. Na verdade, o filme teve tudo, desde a fotografia, os efeitos especiais, os atores, a direção e a produção muito bem definidos. Porém, o roteiro, que não foi assinado por Clint Eastwood, pecou e muito. O responsável pelo roteiro quis reproduzir a desgastada proposta de três histórias fragmentadas que se entrelaçam no final da narrativa, mas não obteve êxito. Há quem diga que o filme é muito bom e merece ser conferido e que o Clint atingiu seus objetivos ao tratar do tema sobrenatural. Entretanto, caso o prezado leitor queira se arriscar na assistência de “Além da Vida” é aconselhável comprar um pacote grande de pipoca para que você não corra o risco de tirar um breve cochilo em meio à sessão como eu fiz no fim de semana. No mais, assista o filme e registre aqui suas críticas. O trailler segue abaixo.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Jovem Hollywood - altos e baixos

              O excelente crítico de cinema Rubens Edwald Filho postou em seu blog uma matéria especial sobre os jovens astros e estrelas que ele gosta e aposta em Hollywood. Tentou-se evitar os australianos e ingleses, mas nem sempre foi possível, já que na verdade eles continuam predominando. Mesmo assim, a lista pareceu-lhe incompleta. Entretanto, isso não é problema porque pode-se continuá-la numa próxima oportunidade.

Amanda Seyfried (1985)


Das novelas americanas como All My Children (2002 – 2003) para Meninas Malvadas (2004) e em seguida para a série Amor Imenso (Big Love, 2006 – 2011) que a deixou famosa. Aproveitou o seriado para lançar-se no cinema e após Mamma Mia (2008) tornou-se uma das mais promissoras atrizes da nova geração.

Linda, loira, com imensos olhos azuis, sem problemas em tirar a roupa e ser femme fatale, já estrelou filmes como: Garota Infernal (2009), Querido John (Dear John 2010), O Preço da Traição/Chloe (2009), Cartas para Julieta (Letters to Juliet, 2010). Tem de novo a Bag of Hammers, Red Riding Hood, e novo thriller com Justin Timberlake, ainda sem título.

Aaron Johnson (1990)


Inglês que virou astro em Kick ass - Quebrando Tudo (09). Está muito bem como John Lennon em O Garoto de Liverpool (estreando neste momento nos EUA e em breve aqui). Começou em 2002 na série de TV Armadillo. Fez Chaplin em Bater ou Correr em Londres (2003), fez ainda O Ilusionista (2006), Dummy (2008), o telefilme premiado Temple Grandin. Está rodando The Phone e novo Kick Ass. Tem fortes olhos azuis e já se casou com uma mulher mais velha que ele, chamada Sam Taylor Wood (1960).

Katherine Heigl (1978)


Começou aos 14 anos no romance Aquela Noite, com Juliete Lewis (1992), e, muito jovem, fez um pouco de tudo, foi filha de Gerard Depardieu em Meu Pai Herói, foi dirigida por Soderbergh em O Inventor de Ilusões e até A Noiva de Chucky (1998). Esteve no seriado Roswell (1999 – 2002), mas foi ainda na TV que fez sucesso e se tornou famosa e premiada. A série Grey’s Anatomy (2005 – 2010) deu a ela um Emmy e Heigl foi a única que a largou para seguir carreira no cinema. Já estrelou comédias românticas como: Vestida Para Casar (2008), A Verdade Nua e Crua (2009), Par Perfeito (2010) e Ligeiramente Grávidos (2007). Tem uma personalidade forte e única, além de ser alta, bonita e com um rosto expressivo.

Evan Rachel Wood (1987)


Ter sido a namorada do roqueiro transformista Marilyn Manson comprometeu a credibilidade desta ruiva-morena-loira, que também começou a se tatuar (um problema para atrizes). Ela era muito alta e muito magra, parecendo uma nova Grace Kelly. Começou atriz infantil, foi a filha de Sandra Bullock em Da Magia à Sedução (1998). Em Aos Treze foi uma revelação em 2003. Esteve em O Lutador (2008), Across the Universe, Tudo Pode Dar Certo (2009) de Woody Allen, Sem Medo de Morrer (2007). Entrou há pouco na série True Blood e faz a série de TV Mildred Pierce. Estrela também o novo filme de Robert Redford, The Conspirator.

James Franco (1978)


Americano da Califórnia, foi revelado quando o diretor Mark Rydell o escolheu para viver James Dean num telefilme que lhe rendeu em 2001 um Globo de Ouro de melhor ator. Desde então, resolveu dar uma de bad boy, demonstrando preferência por interpretar homossexuais (até ganhou um premio Teddy em Berlim por um curta que dirigiu sobre o tema). Dá pinta de querer sair do armário logo! Esteve na trilogia Homem Aranha (2002, 2004 e 2007), Milk (2008) ao lado de Sean Penn e este ano em 127 Hours, que lhe deu indicação ao Oscar de Melhor Ator.

Rachel McAdams (1978)


Canadense. Não sei porque apostam tanto nessa garota que até agora não me convenceu. Ela foi a versão masculina de Rob Schneider em Garota Veneno (2002) e a vilã Regina George em Meninas Malvadas (2004), sem conseguir roubar o filme de Lindsay Lohan. Ela é loira ou morena e após O Diário de uma Paixão” (2004), estrelou filmes como: Penetras Bom de Bico (05), Te Amarei Para Sempre (2009), Sherlock Holmes (2009) e está no novo filme de Woody Allen para 2011 Midnight in Paris.

Kristen Stewart (1990)


Vocês se lembram daquela menina de O Quarto do Pânico (2002) com Jodie Foster? Essa menina cresceu e de um dia para outro tornou-se ídolo com a série Crepúsculo (2008). Ganhou o Bafta de atriz revelação em 2010. Já esteve em filmes como: Na Natureza Selvagem (2007), Jumper (2008) e The Runaways (2010). Mas continua inexpressiva, passiva. Roda agora com o brasileiro Walter Salles, Pé na Estrada.

Andrew Garfield (1983)


Alto, magro, desengonçado, é o cara da moda desde que foi escolhido para viver o novo O Homem Aranha. Ele é feioso, mas pode ser talentoso, conforme demonstrou em Leões e Cordeiros, de Robert Redford (2007), O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (2009), Never Let Me Go e o sucesso atual A Rede Social. Não é britânico como parece, mas estudou lá.

Carey Mulligan (1985)


Já foi candidata ao Oscar (um absurdo pelo fraco Educação). Mas perdi a fé nessa inglesa com cara de enjoada depois de sua decepcionante falta de interpretação em Wall Street 2. Passou despercebida em Orgulho e Preconceito (2005), mas esteve ainda em ponta em Entre Irmãos (2009), Inimigos Públicos (2009), e Never Let Me Go (2010). Está filmando Driving com Ryan Gosling.

Keira Knightley (1985)


Já é estrela e, de fato, nem deveria estar nesta lista. Outra inglesa. Esteve em Guerra nas Estrelas Episodio 1 – A Ameaça Fantasma (1999), mas toda a glória ficou para Natalie Portman. Mas, em 2003, fez sucesso com Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra e Simplesmente Amor. Além dos outros dois filmes da série Piratas do Caribe (2006 e 2007), já protagonizou grandes filmes como: Desejo e Reparação (2007), A Duquesa (2008). Foi indicada ao Oscar de melhor atriz por Orgulho e Preconceito (2005). Seus últimos filmes são Never Let Me Go, Last Night com Sam Worthington, London Boulevard com Colin Farrell, A Dangerous Method de David Cronenberg.

Megan Fox (1986)


 Já foi a atriz mais procurada na internet, mas escolheu mal os papéis, e foi chamada de burra pela imprensa. Se toda geração precisa de uma estrela polêmica, aqui está a favorita a esse posto. Além dos dois primeiros filmes da série Transformers (2007 e 2009), foi despedida do terceiro. E se perdeu em besteiras como Garota Infernal e Jonah Hex. Seus últimos projetos são Passion Play com Mickey Rourke e Wish Wizard com Brian Austin Green.

Robert Pattinson (1986)


Britânico. Começou sua carreira sendo modelo, com apenas doze anos, e foi revelado como Cedrico Diggory no filme Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005). Com o lançamento da saga Crepúsculo (2008), Lua Nova (2009) e Eclipse (2010) atingiu seu auge, mas parece não conseguir levar o público para filmes de fora da série, como sucedeu com Lembranças (2010). Será só fogo de palha?

John Krasinski (1979)


Revelado na série de TV The Office (2005- até hoje) é um rapaz alto, com um nariz esquisito que o deixou engraçado. Já atuou em vários filmes, incluindo Shrek Terceiro (2007), O Amor Não Tem Regras (2008), Licença Para Casar (2007) e Distante Nós Vamos (2009). Casou-se este ano com a Emily Blunt.

Channing Tatum (1980)


Do striptease para Hollywood. Começou a carreira como dançarino em uma boate com o nome de Chan Crawford. Após iniciar sua carreira como modelo, obteve alguns papéis como ator, aparecendo nos filmes Garotas Sem Rumo (2005), Coach Carter - Treino Para a Vida (2005), Supercross - O Filme (2005), Ela Dança, Eu Danço (2006) onde ganhou seu primeiro personagem principal, Santos e Demônios (2006), Veia de Lutador (2008) e outros. Errou a mão ao protagonizar G.I. Joe – A origem do Cobra (2009) e Querido John (2010), mas está em The Eagle of the Ninth (2011). Bonitão, mas canastrão.

Shia LaBeouf (1986)


Foi uma criança muito pobre e chegou a ser morador de rua. Em 2003, depois de muitos telefilmes, fez sua estreia no cinema com o filme O Mistério dos Escavadores, também figurou no papel principal em O Nerd Vai à Guerra, no mesmo ano. Em 2005, pulou de papéis teen para outros mais densos em filmes como Constantine e O Melhor Jogo da História. Em 2007, ele estrelou em dois filmes de sucesso, Paranoia e Transformers. Apareceu também em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008), de Steven Spielberg, como o filho de Indiana Jones, Transformers: A Vingança dos Derrotados (2009). Esteve em Wall Street 2 – O Dinheiro Nunca Dorme, ao lado de Michael Douglas. Uma leitora reclamou por eu chamar de Shia Bife (segundo ele mesmo conta, acontece que esta seria uma corruptela do francês Le Boeuf, melhor do que carne de boi, ao menos, não é?). O problema dele é ser um garoto interessante que está envelhecendo mal.

Chris Pine (1980)


Depois de experiências na TV, tem a chance no cinema de namorar Anne Hathaway em O Diário de uma Princesa II. Faz ainda Sorte no Amor, A Última Cartada, até que, em 2009, estrela o remake de Star Trek, onde enfrenta a dura tarefa de dar vida ao legendário Capitão James T. Kirk, interpretado anteriormente por William Shatner. Loirinho e com cara de nada, ainda não convenceu. Mas já fez Small Town Saturday Night, Unstoppable, This Means War (de McG).

Matthew Bomer (1977)


A revelação da série de TV White Collar, muito fotogênico e com tipo cínico. Foi cogitado para o papel do Super-Homem, mas não aconteceu. Teve participações em filmes como Plano de Voo (2005), O Massacre da Serra Elétrica – O Início (2006).

Zachary Levi (1980)
 

Ele é o astro de uma série que eu gosto muito chamada Chuck, que começou em 2007 e continua em cartaz. Fez muito pouco cinema (A Vovó... zona 2, Spiral, Wieners, Shades of Ray, Stuntmen, Alvin e os Esquilos 2). Mas tem um tipo divertido e promissor.

Jared Padalecki (1982)


Protagonista da série Supernatural (2005 – 2010). Além de estar num seriado do gênero terror, esteve também como protagonista na refilmagem do filme Sexta-Feira 13 (2009), onde enfrentou o maníaco Jason. Esteve antes na série Tal Mãe, Tal Filha (Gilmore Girls), em Cry Wolf, A Casa de Cera.

Jensen Ackles (1978)


Participou de várias séries conhecidas: Dark Angel (2001 – 2002), Dawson´s Creek (2003), Smallville (2004 – 2005, onde foi Jason Teague). Hoje é coprotagonista do seriado Supernatural (2005 – 2010) e recentemente esteve na refilmagem do filme de terror Dia dos Namorados Macabro (2009).

Josh Hutcherson (1992)



Esta fazendo sucesso com Minhas Mães e meu Pai, com Annette Bening e Mark Ruffalo. É bem baixinho e talvez por isso tenha perdido a chance de ser o novo Homem-Aranha. Mas foi ator infantil frequente em Ponte para Theratibia, O Anti herói americano, Viagem ao Centro da Terra, Zathura, Cirque du Freak - O Aprendiz do Vampiro. Também fez Red Dawn, Camel.

Mia Wasikoswka (1989)


Não gostei dela como Alice, em Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, mas todo mundo me avisa para não julgá-la por isso. Australiana de Camberra, ex-modelo, esteve também em Um Ato de Liberdade, com Daniel Craig, Minhas mães e meu pai, That Evening Sun, Amelia e os novos Restless e Jane Eyre. Mas os admiradores gostam dela mesmo pela série de TV In Treatment.